Detran arrecada mais de R$ 1 milhão em leilão de carros e motocicletas


Nesta edição, foram cerca de 700 lotes de veículos, entre carros e motos nas categorias de recuperação ou sucata


O segundo leilão de 2018 do Departamento Estadual de Trânsito de Roraima (Detran-RR) reuniu mais de 300 pessoas e arrecadou R$ 1.114.400 em 686 lotes, conforme informações do diretor-presidente, Titonho Beserra, nessa segunda-feira (11). Estiveram disponíveis carros e motocicletas nas categorias de recuperação ou sucata.
“Este é o segundo leilão deste ano, tendo já programados mais seis, sendo um em Rorainópolis e o restante na capital. Foram três dias de visitação e dois de leilão, idealizado devido à quantidade de veículos apreendidos que precisavam de uma destinação para cumprir a lei. No ano passado, foram realizados sete”, informou o diretor.
Ele lembrou que o primeiro ocorreu em março quando estiveram disponíveis 550 lotes de veículos. Beserra explicou que 10% do valor da arrematação são passados para o leiloeiro e 17% sobre o total, que se referem ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), são de responsabilidade da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
“Após esse processo, o arrematador já sai com o Documento de Transferência [DUT] em seu nome, bem como livre de todas as pendências dos débitos anteriores referentes às multas e documentos que porventura estivessem em atraso. Os arrematadores têm até quarta [13] para pagar o lote. 90% pagam corretamente e retiram logo o veículo”, esclareceu.
Até o momento, foram pagos 20 lotes, que equivalem R$ 25.750. As pessoas que deixarem de pagar o lote arrematado ficam proibidas de forma permanente de participar de próximos leilões.

DESTINAÇÃO
Questionado sobre que é feito com o dinheiro arrecadado no leilão, o diretor-presidente da autarquia detalhou que todo o processo é feito conforme a legislação.
“O primeiro pagamento é destinado às diárias e remoção do veículo, seguido da quitação das taxas do Detran, que, em regra, como são carros antigos, pagam a taxa da documentação e possíveis multas”.
Após isso, é efetuado o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do veículo arrematado.
“O dinheiro que sobra fica em uma conta aguardando por um prazo de cinco anos o antigo proprietário solicitar o resgate. Se não der para cobrir toda a despesa em relação à dívida com o veículo, ela também fica no Cadastro de Pessoa Física [CPF] dele. O veículo segue sem pendências para o novo comprador”, concluiu.

​NEIDIANA OLIVEIRA
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